Quem é quem… na América Latina

 

 

 

Rabino Henri Sobel

Ele é de nascimento estado-unidense. Formou-se e ordenou-se rabino judío no Hebrew Union College em Nova York. Há muitos anos vive em São Paulo, onde desde 1970, é presidente da Congregação Israelita Paulista que une as sinagogas liberais do estado. Desde os anos da ditadura brasileira trabalha pelos Direitos Humanos e pelo Diálogo.

Mesmo em tempos de repressao, acompanhava o cardeal Evaristo Arns em cultos ecumenicos e nos atos públicos que denunciavam tortura e pediam uma so­cie­dade baseada no direito.

Foi convidado pelo papa para estar presente na Oração inter-religiosa pela Paz em Assis, no dia 24 de janeiro de 2002.

 

Mãe Stella de Oxossi

Maria Stella de Azevedo nasceu em 1925 e desde os quinze anos, iniciou-se na religiao dos Orixás. Em 1976, foi escolhida pelos búzios e pelos Orixás como a Ialorixá da comunidade do Axé Opô Afonjá. Colocou sua competência de enfermeira e de professora na arte de coordenar uma comunidade imensa, heterogênea e que se constitui na periferia de Salvador, Bahia, como uma referência de preservaçao da cultura Iorubá e de unidade afro-brasileira.

Pessoas famosas como o escritor Jorge Amado, o pintor Caribé, o cantor Dorival Caymi e muitas outras personalidades são membros do Opô Afonjá e sempre tomaram a bênção à Mãe Stella. Nos anos 80, em di­ver­sos encontros e congressos internacionais, ela atacou o Sincretismo de confusao entre Candomblé e Catolicismo que acaba descaracterizando ambas as religioes e pre­ju­dicando mais a religiao dos oprimidos. Entretanto, no Brasil inteiro, Mae Stella é uma referencia de diálogo inter-cultural e inter-religioso. Foi uma das mais fortes lideranças brasileiras na Conferencia da ONU contra o Racismo e a Intolerancia em Durban, agosto de 2001.

O governo brasileiro, através do Ministério da Cul­tu­ra, proclamou o terreno de sua comunidade «patrimonio cultural brasileiro». Recebeu vários prêmios significa­ti­vos como defensora da cultura negra e cidadã do mundo.

Mã Stella diz: «Quem pratica e crê, presencia e sente. A fé abarca a pessoa em sua totalidade. Nao se chega a ela pelo intelecto. Também ao Orixá só se chega pelo coraçao... Nós nao escolhemos o Orixá. É ele quem nos escolhe, o mesmo acontecendo, creio eu, em todos os tipos de sacerdócio e em todas as religiões. O importante é que o amor toma conta de nossas vidas».

 

Chico Xavier

Assim é conhecido Francisco Cândido Xavier, o mais importante e conhecido Médium espírita do Brasil. Nasceu em 1910, homem muito pobre e com poucos estudos formais, tornou-se um homem sábio e referencia de espiritualidade para muita gente.

Bastante instruído nos Evangelhos, se destaca por insistir: «ser discípulo de Jesus Cristo é viver o amor». E desde muito jovem, pratica isso. Mesmo com saúde abalada e a idade avançada, continua em Uberaba a atender milhares de pessoas a quem dá conforto espiritual e conselhos. Todo o seu dia é tomado por acolher, ouvir, aconselhar e fazer oraçoes para curar pessoas de todas as procedências. Faz isso, por caridade e para testemunhar que Deus é amor.

Chico diz: “Aprendamos a viver sob a lei do amor, pelos ensinamentos de Jesus Cristo! Fora deste mister, o mundo terreno retrata apenas o combate e o cálculo da soberba, proveniente da cegueira da estreita ciência dos homens. «Toda crise é fonte sublime de espírito renovador para os que sabem ter esperança».

«Eu creio que se nós, como povo, fôssemos educados para a tolerância recíproca, para o respeito à autoridade, para o trabalho persistente, sem conflitos entre empresários e trabalhadores, se nós todos nos uníssemos para compreender as necessidades desses valores espirituais na vida de cada um ou de cada grupo social, nós teríamos um país extremamente venturoso.» Chico Xavier/Emmanuel (tirados do site: www.planeta.terra.com.br/arte/chicoxavier/

 

Marcelo Barros

É monge beneditino, prior do Mosteiro da Anun­cia­ção do Senhor, comunidade monástica masculina, consagrada a orar e trabalhar pela unidade das Igrejas cristãs, e pela comunhão entre as religiões e pelo diálogo entre as culturas. A comunidade é aberta à participação de grupos femininos e de leigos, acolhe cristãos de diferentes igrejas e pessoas de outras religiões.

Para viver um monaquismo mais inserido no meio dos pobres, obteve a permissão do seu abade para integrar a comunidade em que está atualmente e que no tempo vivia perto de Curitiba, sul do Brasil, e trabalhava com lavradores. Marcelo se integrou na comunidade e em seu trabalho, desde então, se tornando assessor da Pastoral da Terra que, naquele tempo, estava iniciando no Brasil.

Formado em Teologia e Exegese Bíblica, Marcelo ensinou durante alguns anos (1978 a 1982) no Semi­nário Maior de Teologia de Goiânia, coordenou cursos rápidos em Institutos Superiores de Ecumenismo em diversos lugares da América Latina. É colaborador habitual do CEBI, Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos.

No âmbito da Teologia da Libertação, desenvolveu um ramo próprio: a “Teologia da Terra”. Assessora a Pastoral da Terra, organismo da CNBB para a presença da Igreja junto aos lavradores. É membro da Associação Ecumênica dos Teólogos do Terceiro Mundo (ASETT), especifi­camen­te na área Ameríndia que desenvolve uma teologia a partir das culturas indígenas e negras. Hoje, integra a Comissão Teológica da ASETT para a América Latina.

De 1986 a 1990, Marcelo coordenou uma equipe de biblistas e liturgistas ligados aos diversos serviços de Pastoral Popular que redigiram uma proposta de incul­tu­ração brasileira da Liturgia das Horas. Traduziram quase todos os salmos em linguagem popular e com música autenticamente brasileira.

Além da preocupação de introduzir na oração litúrgica a sensibilidade popular brasileira e a dimensão social e política da espiritualidade das comunidades eclesiais de base e dos movimentos populares cristãos, este trabalho também levou em conta a linguagem inclusiva mais respeitadora da mulher e da dimensão feminina de Deus, como também o cuidado ecumênico de viver a fé em comunhão com as outras Igrejas e também com outras religiões e culturas. O resultado desse imenso trabalho de equipe foi o livro “Ofício Divino das Comunidades” que já conta com 11 edições, cada uma de 10 mil exemplares e está espalhado por todo o Brasil. Além do livro, as pessoas contam com uma série de fitas cassete com as músicas gravadas e com livros contendo as partituras musicais.

Marcelo colabora com várias revistas brasileiras e de outros países, na América Latina e na Europa. Semanalmente, publica um artigo sobre “espiritualidade ecumênica e desafios da vida”, editado em 8 jornais brasileiros. Publicou 25 livros e tem mais dois no prelo.

Mahmud Esquivel

Representa na Argentina a Asso­ciação de Sufismo na América Latina. Sua profissão contador, tem 51 anos, é casado e tem três filhos.

Atualmente trabalha com afinco na difusão do Islã e nas atividades de ensino da Ordem, sob a Associação de Sufismo na América Latina. Como representante da Ordem coordena os Dergahs (sedes) nas cidades do Rio de Janeiro, Colón (Panamá), Medellín, Lima e Buenos Aires ensinando e divulgando a mensagem do Islã a todos aqueles que são convidados por Deus e andam no Caminho que leva até Ele.

Iniciou seus primeiros passos no caminho para Deus no Islã, no ano de 1994 pelas mãos de um mestre sufi dos Estados Unidos, Tosun Bayrak al Jerrahi, estando junto com ele quase três anos aprendendo e participando ativamente na difusão do sufismo na Ar­gentina, organizando várias conferências do Sheikh e apresentações públicas das Danças Deroês em Buenos Aires.

Em 1998 conheceu seu mestre, o Sheikh Orhan al Jerrahi, que o levou diretamente a Istambul para se iniciar na Ordem pelas mãos do Sheikh Safer Efendi (ra), que na ocasião era o Sheikh da Ordem. Nesta viagem o rumo de sua vida mudou, e se dedicou a fundar a segunda sede da Ordem em Buenos Aires, formada por mais de vinte membros ativos irmãos e irmãs ávidos em difundir e pôr em prática o Caminho do Sufismo.

No mês de novembro de 1999, funda a Associação de Sufismo para a América Latina, começando a trabalhar ativamente em toda a América do Sul.

No ano de 2000 realizou uma segunda viagem a Istambul, onde foi nomeado Baba, dentro da Tariga, para continuar a tarefa encomendada por Allah de levar adiante a sede. Nesse ano inicia-se uma relação através da internet com os irmãos de Webstslam, o site em espanhol mais importante de difusão do Islã, através do correio eletrônico e do intercâmbio de artigos que começaram a publicar.

Em 2001 foi encarregado e nomeado diretor da Seção da América Latina da WebIslam, cujo objetivo é difundir o Islã na América Latina e que tal espaço sirva de encontro para os irmãos que nela habitam.

Nas segundas-feiras e sextas-feiras ele coordena os Dikhr e as palestras de Sufismo, na sede de Buenos Aires: Murillo 686/1414 Buenos Aires / Argentina / www.sufismo.org.ar // www.coran.org.ar // www.webislam.com/05_01/Articulos%2005_01/Islam_Latinoamerica.htm