Análise de Conjuntura
AS RELIGIÕES HOJE
José
Comblin
Em 1996 um escritor
norte-americano, de prestígio Samuel Huntington publicou um livro com o
título de The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order
(O choque das civilizações e a reconfiguração da
ordem mundial, New York, Simon and
Schuster). O autor queria se opor radicalmente à tese emitida há
alguns anos, pouco depois da queda da URSS, por Francis Fukuyama num livro
famoso no qual protagonizava “o fim da história”. Huntington
defendia que longe de terminar, a história entrava numa nova fase. Era
verdade que havia terminado a fase do conflito secular entre capitalismo e
socialismo, mas à diante os conflitos mundiais, que originariam uma nova
fase histórica, seriam conflitos entre culturas e não entre
modelos econômicos.
Huntington enunciava 8
culturas, e, para ele, o conflito maior da nova época histórica
seria um conflito entre o Ocidente com sua cultura e o mundo islâmico com
sua cultura. Estas duas culturas seriam incompatíveis, as
duas queriam conquistar o mundo e, portanto, o conflito seria
inevitável, e haveria de gerar inumeráveis guerras durante
séculos: a história continua! Não chegamos ao seu final. E
quem diz cultura, diz religião. Por isso, a nova época
histórica seria uma época de guerras de religião.
É notório que
Huntington sempre esteve muito próximo dos grupos que orientam a
política exterior dos Estados Unidos. Em todo caso seu livro sobre
“O choque das civilizações” foi muito bem acolhido e
alcançou uma fama imprevista depois de 11 de setembro de 2001. Os fatos
pareciam confirmar sua previsão. De fato muitos, nos Estados Unidos,
inclusive políticos, assimilaram a doutrina de Huntington, que entrou no
subconsciente das massas e das elites políticas.
Depois do dia 11 de setembro,
o imperialismo norte-americano se mostrou cada vez mais arrogante. Tirou as
suas máscaras. Nasceu uma nova doutrina militar, uma nova
geopolítica: além disto os Estados Unidos podem prescindir do
resto do mundo e organizar o planeta como quiser. A experiência do
triunfo no Afegnistão mostra que os Estados Unidos podem impor sua
concepção de mundo e os interesses que a invocam. Praticam
abertamente o protecionismo e impõem o livre comércio aos outros
países. Apóiam a política suicida de Sharon em Israel
contra os palestinos. Querem mostrar pelo terror que dominam o Oriente
Médio.
Durante todo o ano de 2002 os
Estados Unidos prepararam a guerra para derrubar o regime de Sadam Hussein no
Iraque. Agora, querem estender seu império na Ásia Central,
grande reserva de petróleo. Espalham na Rússia novas
repúblicas da Ásia central. Estas são também
muçulmanas, o que faz prever novos conflitos religiosos no futuro.
Querendo ou não
queremdo os Estados Unidos representam a face do cristianismo no mundo, e as
Igrejas não manifestam com muita evidência que rejeitam a
política mundial dos Estados Unidos, não se opõem reais
argumentos à convicção generalizada dos povos de que
cristianismo é igual a Estados Unidos.
Uma vez introduzida a
idéia da incompatibilidade entre culturas, aparece uma atitude de
desconfiança instintiva para com as outras culturas, e, por conseguinte,
para com suas religiões. Na visão de Huntington a única
saída para a humanidade é a cultura ocidental, científica
e racional. Esta é a continuação da
concepção da modernidade.
Sem dúvida os fatos
não justificam necessariamente essa visão conflitiva de
Huntington e da política dos Estados Unidos.
Qual é o estado das
relações entre as grandes religiões na atualidade?
As religiões são
diferentes, mas não necessariamente conflitantes, podem se compenetrar,
influir umas nas outras e praticar um diálogo fecundo, no plano da
ação e convivência, provavelmente mais que no nível
de doutrinas.
1. Comecemos pelo
Islã que atualmente é a
religião que mais chama a atenção. Mas faz mais de um
século que os que lêem os jornais sabem que o Oriente Médio
é o lugar de uma guerra quase sem interrupção entre
cristãos e muçulmanos.
Em primeiro lugar, é
indispensável que fique claro que o movimento Al Quaeda e Bin Laden
não são representativos do Islã. São pequenos
grupos radicais fundamentalistas, não são mais
representantes do Islã que o que o movimento de Lefrèvre pode ser
representante do catolicismo. Al Qaeda nasceu no Islã, como
Lefrèvre nasceu no catolicismo, chegando inclusive a ser arcebispo.
Mas os dois são extremistas atípicos.
Maomé criou uma
religião muito simples ao alcance das grandes massas. Não
há teologia, não há sacramentos, não há
organização, não há clero. O Islã é
uma religião popular, é uma imensa comunidade de povos que
aceitam a mesma religião e a vivem. Apesar da ausência do clero,
há uma grande homogeneidade e solidariedade que faz com que todos os
muçulmanos no mundo inteiro sintam-se solidários e unidos.
Desde o início,
Maomé compreendeu que o Islã estava destinado a ser a
religião de toda a humanidade: toda a humanidade devia abandonar o culto
aos ídolos e reconhecer o Deus verdadeiro. Aqui surge a famosa
questão da “guerra santa” (al-gihad). Em vários
lugares do Alcorão, Maomé se refere à guerra santa e
proclama sua necessidade.
No século XX veio a
desintegração dos Impérios europeus e a
independência formal de um grande número de Estados que
distribuíram a população muçulmana segundo
critérios tipicamente ocidentais. O Islã ficou dividido em
dezenas de Estados e nunca em nenhum momento foi possível reconstituir
uma unidade muçulmana. Daí uma imensa
frustração dos povos, que se sentem traídos por suas
elites.
Nasceram Estados segundo o
modelo ocidental, que trataram de ocidentalizar a sociedade muçulmana.
Trouxeram os princípios ocidentais: a laicização do Estado
que é um horror para o Islã, o capitalismo (de que se dizia um
sábio que o “o Ocidente é a organização
planetária da usura”), as instituições
políticas, o modelo de empresa, o direito...
Os Estados e as empresas do
Ocidente fizeram alianças, como sempre num regime colonial, com os
elementos mais corruptos da sociedade, com as oligarquias mais
escandalosas. O melhor exemplo da tal política é o atual governo
da Arábia Saudita, onde uma insignificante minoria de oligarcas
corruptos, imensamente ricos, graças ao petróleo,
tratam o país e seus habitantes como se fossem sua propriedade. Este
governo é sustentado pelos Estados Unidos que desta forma acumula
sobre si um imenso ódio não só dos cidadãos
sauditas, mas de todo o Oriente Médio. Outro exemplo foi o Xá da
Pérsia, instalado e mantido pelos Estados Unidos, exemplo vivo do
escândalo por sua imensa exploração das riquezas do
país. Para os ocidentais só importa o petróleo, e os povos
são entregues a bandidos convertidos em reis e presidentes de
pseudo-repúblicas.
Contra toda essa
corrupção, em virtude de um imenso sentimento de
frustração, movidos por uma ira implacável, nasceram os
movimentos que constituem o que se chama hoje em dia “Islamismo” (e
não confundir com “Islã”). O islamismo nasceu no
Egito em 1928 com os chamados “Irmãos Muçulmanos”.
Os movimentos islamitas querem
a independência real em relação ao Ocidente, a união
entre religião e política porque a política deve implantar
e manter a lei do Alcorão, a “sharia”, ainda que existam
diferentes interpretações dela; a luta conta a
corrupção introduzida pelo sistema capitalista e o retorno
à tradição da solidariedade muçulmana.
Condenam rigorosamente uma organização da sociedade sem
religião como a dos estados laicizados do Ocidente. Com os judeus e os
cristãos, os islamitas são muito mais rigorosos que os
muçulmanos tradicionais.
As Igrejas cristãs
são vistas como poderes religiosos que legitimam o sistema ocidental,
cúmplices dos horrores praticados pelos ocidentais. Para poder dialogar
com os muçulmanos há que se distanciar do sistema cultural e
político do Ocidente. Haveria que mostrar que os cristãos todavia
possuem algo do Evangelho e não estão totalmente integrados no
sistema capitalista, como sugerem as aparências.
Entre o Islã e o
cristianismo há uma tradição de guerras que já tem
XIV séculos. Houve períodos de convivência pacífica
e colaboração, por exemplo na Espanha ou na Síria, Líbano,
Egito...Sem dúvida a guerra é a nota predominante. Atualmente
há guerras entre cristãos e muçulmanos em Chechênia,
Sudão, Filipinas e no Iraque. Há paz em perigo e ameaças
de guerra na Bósnia, Albânia, Kosovo, Macedônia,
Nigéria. Há perseguição violenta aos
cristãos na Indonésia, Nigéria, Arábia Saudita. O
diálogo não é fácil.
2. O segundo grupo religioso
mais numeroso depois do Islã é o hinduísmo. Claro que a importância numérica
advém da demografia da Índia. Há poucos hindus fora da
Índia e sua expansão no mundo é mais fraca que a de outras
religiões como o Islã e o Budismo.
O hinduísmo não
existe como sistema e nenhum hindu dirá que é hindu. Esse nome
lhes foi dado pelos muçulmanos e os ingleses. Na realidade o chamado
hinduismo não é um sistema religioso definido. Não tem
doutrina, nem instituições, nem hierarquias, nem representantes
oficiais. Pelo menos desde há mil anos ficou refugiado na vida interior,
posto que a vida pública foi assumida primeiro pelos muçulmanos e
depois pelos ingleses.
O hinduísmo é a
busca de salvação interior pelo domínio de si mesmo.
É uma prática do ser humano sobre si mesmo. Por isso os hindus
crêem que são compatíveis com todas as religiões e
podem assimilá-las.
O hinduísmo nunca
esteve interessado pelo mundo exterior ou a sociedade como
organização. Todas as instituições da Índia
são britânicas. Só nos últimos anos houve um
despertar de grupos intelectuais indignados pela direção total da
política por critérios alheios à Índia. Formaram o
Partido do Povo, que desde 1996 até nossos dias governa a Índia,
após ter derrubado o Partido do Congresso foi que proclamou a
independência.
O Partido do Povo tende a se
distanciar da globalização e constitui um
pólo de resistência à escala mundial. Quer uma economia
concentrada no próprio país que produza para o mercado interno.
O Partido do Povo tem por
projeto a indianização da Índia. Por isso multiplicam-se
os conflitos com a minoria muçulmana que é de 120 milhões
ou com a minoria cristã que é só de 2,5% da população
(mais ou menos 25 milhões). Aumentaram os atos de
perseguição contra o Islã ou contra as igrejas
cristãs, considerados como elementos estrangeiros e de
infiltração do Ocidente. Em 2002, a perseguição dos
muçulmanos pela maioria hindu aumentou e a tensão entre o
Paquistão e a Índia cresceu.
3. O Budismo. Buda separou-se radicalmente do hinduísmo,
ainda que toda sua personalidade tenha sido impregnada por ele. Rejeitou o
hinduísmo por considerá-lo corrompido por seus representantes, os
Brahmanes. Mas, na realidade toda a essência do hinduísmo
está na essência do budismo que se emancipou de seus aspectos mais
discutíveis.
Não há ortodoxia
budista. Há várias escolas, várias
orientações que se referem a Buda, e todas têm um fundo
comum.
O budismo não é
propriamente uma religião no sentido de que Deus não ocupa nenhum
lugar no budismo. Buda sempre evitou a questão de um Deus como algo
inútil que só serve para separar o fiel de seu caminho
exclusivo. Era como uma questão puramente teórica sem
importância para a prática. O budismo é um caminho de
salvação.
Os budistas podem ser mais ou
menos 200 milhões. São quase uma maioria no Japão,
Vietnã, Tailândia e Sri-Lanka, Birmânia, Camboja e Nepal. O
budismo era a cultura do Tibet antes da invasão da China. Os budistas
são numerosos na China, Coréia e Taiwan, mas não se
misturam com outras religiões chinesas e de todos os modos foram
perseguidos pelo comunismo. São perseguidos também em Myanmar
(Birmânia), no Camboja foram dizimados.
No plano social, o budismo
pratica a compaixão com todos os sofrimentos, com a pobreza dos pobres.
É profundamente tolerante e não violento. Sem dúvida tende
a lutar contra a dor e o mal no coração do ser humano que na
sociedade. Sua ação se dirige mais para o interior da pessoa do
que para a sociedade. Enquanto que o cristianismo ocidental é superficial
quando busca a libertação por meios políticos, como se o
mal tivesse suas raízes na sociedade, mais que no próprio ser
humano. Sem dúvida no contato com o Ocidente, o budismo abre-se pouco a
pouco para o social.
Atualmente o budismo
está em expansão no mundo ocidental, provavelmente por se sentir
atraído pela interioridade do budismo, numa sociedade atual vazia de
interioridade, e também por ser o budismo uma religião quase sem
instituições, sendo assim exerce uma fascinação
sobre muitos cristãos das Igrejas tradicionais, decepcionados por sua
religião formal e exterior.
4. O Cristianismo está em expansão, mas não nas
Igrejas institucionais. Estas continuam mostrando altos números de
adeptos porque consideram como adeptos todos os que um dia foram batizados,
ainda que tenham se convertido depois a outra religião ou tenham perdido
toda relação com sua Igreja.
O cristianismo que está
em plena expansão é o do tipo pentecostal. Em 100 anos os
pentecostais fizeram centenas de milhões de conversões. Muitas Igrejas
tradicionais tratam de se salvar adotando o modo de ser dos pentecostais. Mesmo
na Igreja Católica os movimentos carismáticos possuem um
grande crescimento sobretudo na América e África. Milhares
de Igrejas diferentes proliferam, e a cada ano aumenta seu número.
É o novo cristianismo para as massas.
A Igreja Católica trata
de manter o pentecostalismo dentro da ortodoxia, mas os carismáticos
continuam conquistando dioceses, e colocam sacerdotes e até bispos ao
seu serviço. São o elemento mais dinâmico e conquistador do
cristianismo.
Os pentecostais encontram a
salvação nas experiências espirituais, que são,
mais emocionais e são pouco sensíveis aos problemas humanos,
sociais e políticos. Sem dúvida, no pólo oposto ao dos
carismáticos estão os movimentos fundamentalistas cujo poder se
faz cada vez mais evidente dentro da instituição. Opus Dei,
Legionários de Cristo, Sodalitium e muitos outros movimentos menos
importantes vão conquistando posições. Em grande parte
controlam a Cúria romana e na América latina ocupam
posições sempre mais importantes.
São líderes no
México e a partir daí estão dispostos a conquistar a
Igreja católica como instituição. Os fundamentalistas
fecham as portas ao diálogo. Crêem que podem conquistar o poder na
sociedade: não necessitam convencer ao povo porque conquistam as elites
e a partir daí o poder querem reconstruir uma cristandade. O Brasil
é o único país talvez relativamente livre do
domínio dos movimentos fundamentalistas.
Os fundamentalistas são
eminentemente políticos: querem o poder político. Mas são
insensíveis aos valores da democracia e não crêem que
existam os problemas sociais. Seu mundo é o poder, o que explica a importância
que encontram em certos meios eclesiásticos.
5. As seitas e novos
movimentos religiosos. No mundo
ocidental a secularização da sociedade e sua tolerância
absoluta em matéria religiosa formaram um ambiente favorável
à expansão de novos movimentos religiosos. Não tendo quase
nenhuma repressão social ou política, a porta está aberta
para as piores loucuras religiosas. Praticam o proselitismo e sempre conseguem
conquistar uma clientela. Entre os que mais cresceram estão os
Testemunhas de Jeová, os Mórmons, a Igreja da
Unificação ou a seita de Moon, a Nova Acrópole, a
Associação pela consciência de Krishna, a Igreja da
Cienciologia, a Sofrologia, a Fé Mundial Ba’hai, os Espiritismos,
a Teosofia, a Antroposofia, os Rosa-cruzes, a Sociedade Internacional
gnóstica. São milhares e milhares. Em geral reavivam elementos do
cristianismo ou das religiões orientais construindo uma nova combinação.
Há seitas milenaristas,
seitas mais gnósticas, e seitas de tipo oriental que se dedicam à
salvação pela interiorização e o controle de si
mesmo. Para os não iniciados uma boa introdução é o
romance de Umberto Eco, o “O pêndulo de Foucault”.
O mundo ocidental está
também cheio de movimentos religiosos não articulados em
forma de seitas, mas que ensinam formas de religião de tipo
panteísta os quais a divindade se identifica com as energias da
natureza. São movimentos do tipo New Age com contornos pouco definidos,
mas com experiências sensíveis de identificação com
o mundo exterior. O ser humano deixa de ser o centro do mundo: é
só uma porção muito pequena desse universo e tem que se
submeter ao movimento do conjunto.
Esta tendência de
religião individualista ou panteísta combina muito bem com a
indiferença à ação humana sobre a sociedade. Tende
mais a fazer com que os seres humanos submetam-se a tudo o que acontece e não
tenham motivações para atitudes de conflitivas. A
conseqüência é que alimentam uma atitude de
abstenção social. Para eles a sociedade perde sua
importância: o ser humano vive no universo.
6. Há na América
tentativas de ressurreição das antigas religiões
indígenas e das antigas
religiões africanas. Entre as
africanas, alguma, como o candomblé, se conservaram com grande
pureza. Em geral as tradições africanas se fundiram com elementos
do espiritismo ou de outras seitas. É difícil prever qual
será o destino dessas religiões. O mais provável é
que se transformem também em seitas, atraídas pelos modelos
dominantes no Ocidente apesar de seu desejo de autenticidade.
Em geral, esses movimentos de
renovação religiosa acompanham e querem legitimar movimentos de
autonomia ou independência política. Isto é visível
por exemplo, entre os Mapuches do Chile, entre os movimentos Aymaras
na Bolívia e Peru ou em movimentos indígenas do Equador. Sem
dúvida estes movimentos para a autonomia estão crescendo apesar
da grande resistência dos Estados Nacionais nascidos da chamada Independência.
Sem dúvida, alguns
podem duvidar que mesmos as religiões tradicionais possam realmente
reviver como religiões. Elas oferecem muitos elementos de identidade
para os povos indígenas ou os afro-americanos. Sem dúvida, mesmos
movimentos de independência assimilaram tantos elementos do Ocidente
que se secularizaram e conservaram a religião com o sistema de
símbolos. É o caso por exemplo dos movimentos de
independência que se dizem marxistas ou se inspiram no marxismo: o
marxismo é o mais forte elemento de ocidentalização.
O encontro entre as
religiões ainda não está muito adiantado. As tarefas que
se anunciam são imensas. Há trabalho para muitas
gerações, mas isto não quer dizer que não se deva
começar a partir de agora. As
guerras religiosas sempre foram as mais terríveis. A ameaça
sempre volta e por isso é preciso urgentemente iniciar um diálogo
intenso em todos os setores da vida social.